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sábado, 17 de setembro de 2011

Mariko Mori


No domingo passado, a Grazy, a Niku e eu visitamos a exposição de Mariko Mori chamada ONENESS, no CCBB. As obras que envolvem a participação e percepção do público junta a tecnologia trouxeram um olhar diferente para as novas artes. Quando visitei a exposição, já sabia da proposta que a artista tem de relacionar a arte com o budismo e a cultura oriental.
Seus personagens lembram muito os cosplays. As vezes releituras de personagens como Chobits, ou de lendas da tradição japonesa como as Raposas que se misturavam entre as pessoas para não serem percebidas.
Alguns rituais e movimentos orientais também fazem parte de suas obras, por exemplo a cerimônia do chá.

As obras que mais me interessaram foram as de uso da tecnologia, no qual o público precisava participar para que a obra acontecesse. Na obra WaveUFO, precisamos agendar um horário para nos prepararmos para a obra, colocando objetos magnéticos colados no rosto e cabos de informação a Apple que usava das ondas cerebrais para relacionar a imagem, o som com o participante. Só podendo entrar de três em três pessoas. Só foi uma pena saber que a tensão que estou passando fez minhas imagens ficarem intactas e avermelhadas (sinônimo de ansiedade e tensão).
A obra Oneness, com imagem acima, precisa de seis pessoas em relação com a obra simultaneamente. Quando as seis pessoas tocam o personagem futurístico no coração, ele começa a bater. O material é sedoso e atraente, obrigando o espectador a se tornar parte da obra dando-lhe a vontade do tato. O coração e os olhos do personagem acendem e param quando uma das pessoas participantes decide abandonar a obra.
No terceiro andar, fomos ver a obra Transcircle 1.1 que busca uma ligação com os Círculos Monolíticos Pré-Históricos. Podendo também se relacionar a ideia que a artista passa do futurismo e uma viagem extra-terrestre entre as obras (Nave, alienígenas e espaços inexplicados até hoje).
Para quem quiser ver mais obras desta artista, basta CLICAR AQUI e ver os arquivos da artista.

sábado, 19 de setembro de 2009

Alluria

Mangá brasileiro que envolve romance, comédia, aventura e muito mais, vale a pena conferir!
O roteiro é realizado por Cesar Ikko e diversos desenhistas renomados aqui do Brasil produziram as ilustrações, dando um toque especial de suas habilidades.
Eu ganhei da Luciana Miyuki a coleção completa de Alluria, com dedicatória e tudo mais. (^-^) Foi um presente, já que meu exemplar foi raptado por determinada pessoa. Fico feliz de poder ler os volumes existentes, adoro as produções nacionais.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Entrevista com Otávio Donasci (05/08/09)

No que você dá ênfase em seu processo criativo?
“[...] Em geral ele surge, no meu caso, do equipamento. Por exemplo: Eu olho algum tipo de procedimento, algum tipo de modo de fazer que gera resultado. Então eu vejo uma coisa que gera faísca, eu vejo uma coisa que gera movimento, eu vejo um aparelho que solta imagem, que faz imagem. Estes procedimentos, esses processos, aparelhos, essas ferramentas... elas me dão embuti de criar. È como se fosse me mostrasse: Olha, se eu posso fazer faísca, que tal eu fazer um boneco de faíscas? Eu vou fazer uma coisa chamada associação dispare, é um modo de você criar ou uma coisa típica de quem cria, no meu caso eu prefiro pensar que é uma técnica, é uma característica. Eu faço isso desde criança, eu pegava lata de óleo e transformava em escavadeira... para mim lixo era uma coisa maravilhosa, com o que jogava no lixo eu brincava. Ou seja, eu já estava preparado para esse conceito de que não existe lixo, lixo é uma coisa que serve para muita coisa. Ele não é inútil, que é o caso do lixo. O conceito de transformar para mim era libertador, porque as coisas custam caro, no meu tempo menos... agora mais. O acesso hoje às coisas é pelo dinheiro, no meu tempo o acesso às coisas era pela criatividade. Você tinha coisas que estavam a sua disposição e coisas que custavam caro, as que custavam caro eu já eliminava logo de cara, pois eu não tinha dinheiro para isso, então eu começava a trabalhar sempre com as coisas que estavam na mão, e transformava. A coisa serve para isso. Aí eu falava assim: ¨Mas e de cabeça para baixo?¨[...] Brincar, a palavra brincar com as coisas vem primeiro, quando você é criança. Depois eu comecei a brincar com os procedimentos, com as ferramentas. Eu adorava ir em uma loja, em uma rua super técnica na Av. Florêncio de Abreu, ver máquinas que quando batem elas dobram uma chama de aço, aí eu falava ¨poxa, o que eu dá para fazer com isso? Dá para fazer isso...¨, eu pensava em coisas reais, fazer coisas para construir. Eu ficava pensando que eu podia também pegar, tirar daqui e por pra cá, tirar de cá e por para lá... ficava fazendo associações malucas. Baseado em humor mesmo, foi assim que eu comecei, eu já desenhava humor então eu fui fazer coisas humorísticas, misturar coisas humorísticas. Então, tanto meu trabalho videocriaturas tem esse componente “traquitana”, de você fazer uma criação a partir de lixo: O que era uma televisão preto e branco? Era o televisor mais simples que tinha, era o televisor da empregada antigamente, no quarto da empregada tinha um televisor preto e branco com “bombril” na antena vendo novela e o da sala era o colorido. O pequenininho, de 12 polegadas, era o do mecânico, do cara que trabalhava na portaria do prédio. A loja já sabia disso e vendia ele mais barato, podendo comprar mais barato eu podia me dar ao luxo de desmontar e quebrar. Porque eu não podia, como um menino pobre, pegar um televisor. O que hoje seria pegar um plasma de 150 polegadas e tirar a casca dele, ver o que acontece se você jogar água, se você meter uma tesoura, dar um furo nele. O que seria bom pesquisar para ver o que acontece ou até fazer uma performance. Só que é uma performance que custa quanto? Vinte mil reais um aparelho.
Tanto eu poderia dizer que hoje, o aparelho que eu usei pra fazer, um plasma – o primeiro que saiu – ele custava dez mil dólares e hoje ele custa mil reais. A obsolescência é muito rápida, isso não faz dez anos. O cristal líquido é caro aqui no Brasil, lá fora já tem varias coisas. Eu fico esperando aquilo “cair no meu quintal”, virar de algum modo algo tão comum, que a industria venda muito ou não aposte nela, tire tudo o que der dela. Tanto que hoje já estão queimando os plasmas. Quando a tevê LCD apareceu, os plasmas antigos – aqueles que só tem 750 linhas – estão vendendo a qualquer preço. [...] Vem o novo, que é bem melhor só que custa o dobro. Tem o plasma que o cara vende a mil reais e tem o New Plasma que custa seis mil reais.[...] Alguma coisa vira obsoleta muito rápida. Hoje em dia, fica mais fácil para mim, pegar alguma coisa na área de informática/ digital. Me lembro que na minha época o HD custava caríssimo, e o HD você simplesmente nem acha mais. Passou daquela época, você fala ¨quero um HD de 6 Gigas¨, não existe. Agora o mais barato que se tem é um de 250 Gigas.
[...] A minha referência é a arte de Nam June Paik, eu não estudei ele, mas eles me colocam Paik como um parente próximo, meu ancestral. O Paik fez uma série de coisas ligadas à “traquitanas” e quase que fez criaturas, mas só instalação. Eu sou o elo pra cima do Paik, um ponto pra cima, ele chegou a fazer acessórios para usar no corpo mas não pra por em pessoas, pessoas independentes. Eram pessoas usando acessório, só acrescentando e não funcionalmente. Ele botou lá um par de seios/imagens na Charlotte Mormann, fez um violoncelo feito de vídeo [...].”

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Otávio Donasci - Conhecendo:

Hoje, fui conhecer o artista Otávio Donasci, com a proposta de buscar alguns vídeos para meus alunos terem um conhecimento mais próximo do que é a performance. Acabei chegando mais cedo do que imaginava e tive uma aula imensa sobre o processo criativo e trabalhos realizados de Donasci.
Conheci trabalhos mais atuais e não imaginava que os “Vídeo Criaturas” fosse um trabalho de tantos anos. Atualmente Donasci esta desenvolvendo performances em que o toque é elemento fundamental para que a proposta aconteça, já realizado em diversas obras que envolve a “penetração” do público em um novo ambiente, que traz contato, carinho, relação direta com o público.
Gostei muito do espetáculo Viagem ao Centro da Terra, junto a Ricardo Karman, onde o público realizava uma espécie de expedição e passava por performances para ter contato com a obra. Conheci também a obra Kronoscópio, na qual o cenário, as técnicas, as roupas foram pensadas por ele.
O trabalho de Donasci é marcante e individual, por trás do espetáculo, da série de performances e multimídia conseguimos notar seus estudos.
Gostei muito de conversar sobre a Performance, algo que acontece por si, não é representação. Algo que busca a interação e se torna único, apesar de haver diversas “receitas” de como produzir determinada performance não quer dizer que o resultado será sempre o mesmo. Tudo depende do espaço, da ação de quem participa, da ação de quem observa.
Donasci comentou um pouco sobre suas aulas na PUC-SP e mostrou algumas atividades que ele realiza em sala, a prática com a performance de diferentes modos. Adorei o trabalho de Sara Panambi que usa o corpo e a relação do feminino na arte. O que está presente também nas obras de Donasci.
Espero levar todo esse conhecimento para os jovens da escola onde leciono, por ser tão grandioso para mim acredito que despertará o interesse de muitos que ainda não tiveram contato com a linguagem da performance. E espero, principalmente, que o contato seja literal.
Agradeço à Donasci por todo este conhecimento.
Ingrid Duran

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Matthew Barney


Um artista que amo de paixão! Adoro todos os trabalhos desenvolvidos por ele. Principalmente as participações que ele faz junto a Bjork!

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